Ensino Púlico. Ensino, aonde?

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Cada membro do blog deveria escolher um tema sobre o qual escrever, eu escolhi EDUCAÇÃO. Falar de educação no Brasil, me perdoem, mas é uma piada. Começando pelo ensino público, esse então, me mata de rir (tenho que ir para não chorar, pois às vezes a vontade é essa). Digo isso, pois sou aluna da rede pública de ensino do estado do Rio de Janeiro, que particularmente eu acho o pior ensino do Brasil.
Há seis anos os professores não têm um aumento salarial, consequentemente isso gera as greves e paralisações. Quando eu estava no 1º ano fiquei duas semanas em casa, que chique hein gente, férias duas vezes anos ano! Eu dizia que minha escola era igual a escola da novela Malhação, só tinha professores de algumas disciplinas, e era assim mesmo, eu estudei o 1º ano inteiro sem matemática, no final do ano sabe o que aconteceu? Foi passado um trabalho sobre conjuntos numéricos e passamos de série tranqüilamente e ficamos metade do ano sem aulas de geografia, então foram passados dois trabalhos, um de matemática e outro de geografia, sobre a Região Sudeste, para alunos do 1º ano do Curso Normal. E vocês acham que no final do ano reporam as duas semanas em casa?! Mas é claro que não!
Pois bem, fiquei em casa duas semanas novamente por conta da gripe suína e ontem eu soube da novidade das aulas aos sábados. E vocês acham que irei? Mas é claro que não!
Eu não vou me importar com quem não está nem aí para nós. O Estado do RJ, desculpe a expressão, mas "caga" para os coitados dos estudantes. Mas eu me importo com o meu futuro, e eu fico como? Não só eu, mas e os milhões de estudantes da rede pública? E os impostos que nós pagamos, servem para quê? Onde será que eles enfiam esse dinheiro hein?
Prefiro não responder a essa pergunta aqui.
Os professores estão ganhando notebooks, as salas terão ar-condicionado, bom, muito bom isso. Mas e o ensino minha gente! Quero melhoras no ensino, que se danem os notebooks e a refrigeração das salas!
O Estado investe em educação? Ah, não me matem de rir!
Tenho apenas uma palavra para definir essa pouca (muita) vergonha; LA-MEN-TÁ-VEL!
Realmente tento rir para não chorar.

Não vou falar de política...

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É incrível como algumas pessoas gostam de se enganar.

Na universidade, entrando no elevador eu comentei com um amigo meu: "O Brasil é o único país do mundo que elegeu seu ditador."
Atrás de mim vinha uma aluna de um outro curso. Ela me disse que isso aconteceu porque o povo se deixou iludir pelas palavras do ditador.

Conversa vai, conversa vem ela percebeu que eu era a favor da ditadura e rebateu: "Você acha que somos um bando de ignorantes?"
Não vou falar de política aqui, para isso temos um colunista preparado para esses assuntos, mas vou falar da sociedade que faz a política.

Quando falamos em voto, candidatura, eleição, etc, encontramos muitos problemas. Irei justificar alguns deles aqui.

- Candidatos: Vocês sabem que para alguém se candidatar é preciso pagar. Pagar para o partido, comprar os minutos ou segundos que o candidato usará na TV, rádio, etc. Quem pode pagar (e não é pouco) já é diferente da maioria dos eleitores. Muitas dessas pessoas, que se vêem obrigadas a votar, vivem com um, dois salários mínimos. Ou seja, nos enganamos ao votar em quem diz ser do povo, pois não é.
- Eleitores: Quem são os eleitores do Brasil? Existem eleitores instruídos? Claro que existem, da mesma forma que existem aqueles que trocam seu voto por uma cesta básica.

A politicagem brasileira não se importa com o povo. Muito pelo contrário, comem caviar, enquanto muitos trabalhadores apertam o cinto para sobreviver.

O senadores, deputados, vereadores são pessoas em quem a sociedade depositou confiança para governar o Estado. E o que eles fazem? Nos representam da forma que mais convém.
José Sarney, após ter as acusações arquivadas, planeja uma reforma desnecessária no Senado enquanto tetos caem na cabeça de pobres.

Nós pagamos a vida deles, enquanto eles se esquecem de quem os colocaram lá.

Se alguém de vontade surge em meio a esse bando, logo é abafado. Pois para que uma decisão a favor do povo seja aprovada é necessário que deputados e senadores votem e muitas vezes esses (nossos representantes) vão contra nós.
Por isso eu afirmo. Infelizmente o brasileiro não está pronto para escolher, porque em relação a isso nós não podemos pensar em indivíduo, mas sim em coletivo e, infelizmente, o coletivo brasileiro é ignorante.
Existe a necessidade de que alguém coloque o país nos trilhos, dê instrução para seu povo e então, aí sim, o povo estará apto para realizar suas escolhas.

Sou a favor de uma ditadura a favor do bem estar do povo, ao invés de uma democracia inútil e inválida, que só beneficia aqueles que têm o poder nas mãos, pelo menos enquanto duram seus mandatos.

Viva La Vida - Coldplay

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Olá, pessoal. Estou aqui agora falando sobre sociedade, um campo que adoro, embora não seja minha área de estudos. Mas vou além, vou onde alguns olhos não encontram a verdade ou a razão, e aqui eu vou tentar mostrar essa razão para vocês. Espero que gostem.

Muitas músicas são infundadas, com sentidos pobres, enquanto algumas outras são maravilhosas, pefeitas em linguagem e conteudo. Vou apresentar aqui uma dessas preciosidades da música, que, para o prazer de alguns, é super atual.

A música abaixo tem um conteudo que vai além do que é visto nas linhas. Ela não canta sentimentos, mas os sentimentos a cantam. É um lamento claro ao fim daquilo que tornava as pessoas capazes de atribuir valores concretos. Acompanhem a interpretação.

Ao ouvir a música nós percebemos um constrate entre a voz do cantor e o ritmo da banda. Essa é uma análise a ser feita, também. A voz que como eu disse aqui são os sentimentos cantam sem força, tentando se sobresair ao ritmo que traz a música, um ritmo atual. Poderia ser a representação de uma coragem do passado, pronta a enfrentar a inovação cruel.

Viva La Vida - Coldplay

Eu dominava o mundo
Os oceanos se abriam quando eu ordenava
Agora pela manhã durmo sozinho
Varro as ruas que já foram minhas

- "Eu dominava o mundo." Quem dominava o mundo? Essa resposta está contida em toda a interpretação da música.
"Os oceanos se abriam quando eu ordenava." Para que o oceano se abra através de uma simples ordem é preciso o que? Claro, aqui estamos usando uma figura de linguagem, mas podemos representar os obstáculos sendo derrubados através da CORAGEM. O AMOR contido em nós alimenta qualquer outro sentimento. Esse AMOR deve ser visto como a energia que temos para alimentar tudo em que acreditamos, a ESPERANÇA entre algumas delas.
"Agora pela manhã durmo sozinho." Quem dorme sozinho? Quando dormimos sozinhos é porque não temos alguém a quem amar, não temos alguém a quem entregar nosso carinho e compatilhar nossos momentos. É a SOLIDÃO. E o "agora", encontrado no verso, nos remete a atualidade. Ou seja, a SOLIDÃO é um mal dos dias de hoje.
"Varro as ruas que já foram minhas." Hoje não são mais porque a atualidade trocou os valores e sentimentos nobres perderam espaço, hoje simplesmente passam "varrendo", ou seja, limpando coisas que algo novo passou e deixou para trás, DOR, ANGUSTIA, VAZIO.

Eu jogava os dados
Sentia o medo nos olhos dos meus inimigos
Ouvia enquanto o povo exclamava:
"Agora o velho rei está morto! Vida longa ao rei!"
Em um minuto eu segurava a chave
No outro as paredes se fechavam em mim
E eu então descobri, que meus castelos se apóiam
Sobre pilares de sal e pilares de areia

- "Eu jogava os dados." Existe maior jogo do que o AMOR? Acredito que não. Um jogo que não pode ser estudado ou previsto. Simplesmente esperam-se os resultados de ações realizadas.
"Sentia o medo nos olhos dos meus inimigos." Medo de perder uma batalha onde o vencedor, o sentimento que moveu as pessoas a tanto tempo, continuava forte.
"Ouvia enquanto o povo exclamava:" Aqui temos um verso chave, afinal, a responsabilidade e a procura por aquilo que temos hoje sempre partiu das pessoas.
"Agora o velho rei está morto! Vida longa ao rei!" O rei morto são todos esses sentimentos nobres, o novo rei ao qual clamamos "vida longa" é a VIDA. Só VIDA, tão vazia quanto possa ser.
"Em um minuto eu segurava a chave, no outro as paredes se fecharam em mim." Temos a concretização da derrota do AMOR. Um desabafo triste do sentimento mais forte do mundo.
"E eu então descobri que meus castelos se apoiam sobre plares de sal e pilares de areia." A realidade daquilo que era um império de sentimentos vem a tona, demonstrando que na verdade o que existia eram aparencias mantidas por pessoas que desejavam algo novo, sem medir as consequencias do que aquilo causaria.

Eu escuto os sinos de Jerusalém tocando
Os corais da cavalaria romana estão cantando
Seja meu espelho, minha espada e escudo
Meus missionários em um campo desconhecido
Por algum motivo eu não sei explicar
Desde que você se foi, nunca mais houve
Nunca houve uma palavra honesta
E foi quando eu dominava o mundo

- "Eu escuto os sinos de Jerusalém tocando." Era comum que os sinos de uma igreja tocassem anunciando um casamento, a união, a vitória do AMOR em meio a sociedade.
"Os corais da Cavalaria Romana estão cantando." Ser um guerreiro, um soldado, era um honra e era feito com muito AMOR.
"Seja meu espelho, minha espada e escudo. Meus missionários em um campo desconhecido." Um pedido sendo feito. Pedido para que nós reflitamos o AMOR, e lutemos por ele, assim também como devemos defendê-lo, por mais que não seja fácil. Devemos levar sempre conosco esse sentimento, inda mais nos dias de hoje, onde ele é desconhecido. Mostrá-lo às pessoas.
"Por algum motivo eu não sei explicar. Desde que você se foi, nunca mais houve, nunca houve uma palavra honesta, e foi quando eu dominava o mundo." Desde que paramos de acreditar, nunca mais houve sinceridade e tudo se perdeu. E isso aconteceu ainda quando o AMOR era um sentimento presente, lutando para vencer a evolução perversa dos sentimentos humanos.

Foi um vento estranho e forte (que)
Derrubou as portas para me deixar entrar
Janelas estilhaçadas e o som de tambores
As pessoas não acreditavam
no que eu havia me tornado
Os revolucionários esperam
Pela minha cabeça numa bandeja de prata
Apenas um fantoche numa corda solitária
Oh, quem desejaria tornar-se um rei?

- "Foi um vento estranho e forte (que) derrubou as portas para me deixar entrar. Janelas estilhaçadas e som de tambores." Mas então o AMOR retornou, de forma brusca ele foi jogado na atualidade, momento em que ele não se encaixa.
"As pessoas não acreditavam no que eu havia me tornado." Surgiu agora, mas como PAIXÃO, arrasadora e implacável, que não liga para os corações, mas para o momento. Ganhou um "prazo de validade". Perdeu o controle do tempo, que antes tinha nas mãos e se sujeitou a ele. Trazendo agora uma nova caracteristica. O AMOR que antes era começo, agora ganhou também um fim.
"Os revolucionários esperam pela minha cabeça numa bandeja de prata." Algumas pessoas, a maioria delas, parecem esperar pelo fim definitivo desse sentimento. Pois agem fazendo o possível para matá-lo.
"Apenas um fantoche numa corda solitária. Oh, quem desejaria tornar-se um rei?" O lamento final e o desdém em relação ao poder que exerce, um poder completamente vazio e fraco. Um desejo de entregar-se completamente ao final que já lhe foi imposto.

Vocês devem estar se perguntando o porquê disso num espaço reservado a discussões sobre sociedade. É simples... Isso é nossa sociedade, vazia, sem razão, sem sentimentos. E o mais triste, "feliz" com isso.

Beijos e até a próxima.