Hakani.

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(Isso precisava vir pra cá)

Em mais uma de minhas andanças pelo mundo da internet, acabei por me esbarrar com uma história. Uma história que eu tenho o dever de contar aqui, para que mais pessoas saibam disso, Obrigado.

Hakani, uma indiazinha de uma tribo ainda existente, perdida na amazônia brasileira. Essa india foi salva graças a coragem de seu irmão mais velho.

Mas não foi nenhum acidente, nem nada do tipo que a poderia ter matado. Sua história e de seu povo é contada em um documentário.

Seu povo, como já foi dito, uma tribo indígena que sobrevive até hoje, nos confins da amazônia brasileira, pratica o infanticídio.

Eles simplesmente enterram vivas as crianças que não são desejadas, que tem algum problema, ou que não se desenvolvem direito, mentalmente ou fisicamente.

E isso iria acontecer a Hakani, se o seu irmão na a tivesse desenterrado na última hora.

Saiba mais de sua história...Hakani, filha de uma índia Suruwaha, seu nome significa sorriso. Nos primeiros anos de sua vida não se desenvolveu como uma criança normal, e seus pais foram pressionados a mata-la, incapazes de fazer o mesmo, se suicidaram, deixando Hakani e seus 4 irmãos sozinhos. Assim, cabia ao irmão mais velho, fazer a execução, e fez, a enterrou viva; e seu choro podia ser ouvido durante horas, até ser resgatada, e levada ao seu avô. Seu avô, membro mais velho da família sabia o que a tradição esperava dele, então, apontou uma flecha para o peito de Hakani, e atirou. Mas a flechada não foi mortal, então seu avô, tomado por culpa e remorso, tomou uma dose de veneno fatal. Assim Hakani passou a viver como uma amaldiçoada, sozinha na floresta, comendo vermes, e bebendo água da chuva, recebendo quase nunca restos de comida de seus irmãos. Finalmente Hakani, foi resgatada um dia por seus irmãos e levada a um povo missionário, que trabalhava junto com a tribo Suruwaha. Ela estava desnutrida e doente, com 5 anos, pesava 7 quilos e media 69 cm. Os missionários obtiveram ajuda do governo e a tiraram da selva, para receber tratamento médico; em apenas 6 meses de tratamento, começou a andar e falar. Hoje com 12 anos, adora dançar e desenhar, e sua história é retratada no documentário "Hakani, Uma voz pela vida".


Através do documentário, a história de Hakani, e de muitas outras crianças que não tiveram a mesma 'sorte' que ela, são levadas ao público de forma direta e verdadeira, para o fim da conscientização.

A história de Hakani, deu origem também a um projeto, "Projeto Hakani" que luta pelo fim das práticas de infanticídio na amazônia.

Para saber mais Acessem www.hakani.org

A resolução tá meio ruim, mas se quiser ver o documentário, acesse: http://video.google.com/videoplay?docid=1026985963761062538

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E então, cultura ou crime? o que acham?!

Opinem.


Obrigado, abraços a todos, voltarei logo.

12 papearam:

Zeus disse...

Bom dia amiga,aliás,obrigado por sua amizade,ok?
E aproveito a visita para te deixar o seguinte pensamento:
"Mau será o dia do homem quando ele se tornar absolutamente satisfeito com a vida que está levando, quando não estiver mais eternamente batendo nas portas de sua alma um enorme desejo de fazer algo maior."

Beijos amiga e seja feliz.

22 de Maio de 2009 08:29

slowdabf disse...

GENTE BOA...
COLOQUEI 3 MUSICAS NOVAS NO MEU MYSPACE
www.myspace.com/slowdabf

ectnoinuo postando 1 texto novo ou mais por dia
http://tododiaumtextonovo.blogspot.com/

e escrevo também no:
http://recantodasletras.uol.com.br/autores/slow

se quiser saber mais
slowdabf@msn.com

Rebeca Oliveira. disse...

Crime!
Apesar de todas as tradições, ao meu ver, isso não é questão de cultura é discriminação a crianças que não tiveram "sorte" de nascerem "perfeitas"; se é que existe perfeição.
Só quem tem o poder de tirar a vida de alguém é Deus, afinal foi ele quem nos criou.

Adorei, o tema, vou recomendar o documentário para passar na minha Escola.

Beijos, Rê.

Marina Melow - Papo Contemporâneo disse...

Bom, acho que se trata dos dois. Crime e cultura. Mas é um assunto bem polêmico, pelo fato de ser uma cultura milenar devemos respeitar. Mas respeitamos a cultura e deixamos crianças morrerem?
Realmente é complicado.
Ótimo post caro colega de "bancada" blogosférica, assunto polêmico, isso é muito bom.


Beijos!

A Flor do Sul disse...

A história de Hakani é muito bonita (a propósito, como é que se fala: Hakâni ou Hakaní?).
Tem quem vai dizer que toda essa história de nós, que somos, digamos, o "homem branco" estamos é interferindo na cultura dos índios, e tem quem vai achar que o que estamos a fazer em casos como esses não é nada antiético. Eu fico é no segundo grupo. Não se pode tentar ser imparcial. Sou partidário da idéia de que o hoemem evolui com o tempo, e que o contato com outras culturas é sempre enriquecedor, mesmo que haja tudo isso de aculturação e perda de hábitos tão antigos e arraigados.
Mas, quem foi que disse que todos os indios apoiariam todas as suas tradiçoes? A resistência dos próprios pais da menina é prova disso.
Alguém aí leu "O Livreiro de Kabul", de Asne Seierstad? O livro, da jornalista norueguesa, narra outra cultura, no caso a do Afeganistão, um país islâmico dos mais tradicionais, onde o tribalismo compete com o progresso e tenta impedir que as mulheres tenham acesso a todos os seus direitos, reservando a elas um lugar de submissão na sociedade ainda masculina. Sabem o que ela respondeu ao ser questionada sobre a ética de seu ponto de vista ocidental, liberal? "Não se pode ser imparcial. Sou imparcial sim, pois acredito que, não importa em que lugar estejamos, ou em que tempo vivamos, sempre haverá coisas certas e coisas erradas!"
Eu assino embaixo! Um ladrão ou um assassino serão a mesma coisa, não importa se estejam aqui ou na China, e hoje são o mesmo que eram a mil anos atrás!

A Flor do Sul disse...

Corrige: Asne Seierstad disse: "Nao se pode ser imparcial. Sou PARCIAL sim..."

malvada-online.com disse...

crime e cultura né... não tá dando pra classificar essa historia em apenas um dos dois

Bruno - Inutilidade Jovem disse...

A pronúncia é Hakaní, E a própria iniciativa de acabar com essa prática foi dos Índios, como se pode notar vendo o documentário, muitas comunidades, ficam com as crianças 'descartadas' e cuidam delas, somente agora que as comunidades que defendem as crianças foram protestar junto ao governo, para que tomem-se medidas.

É meio que um paradoxo, o próprio índio, sabe que essa é uma prática totalmente atrasada e sem motivos, eles próprios dizem no documentário que eles "Devem preservar o bom da cultura, mas isso não é bom, eles tem que aprender"...E o 'homem branco' fica dizendo o contrário nos congressos...é um absurdo que o homem 'branco', 'avançado' defenda uma prática criminosa dessas...sendo que os próprios índios já estão querendo a abolir...lamentável.

Abraços.

ummundomeioestranho disse...

Crime e a cultura interpretada de uma forma errada.
Antigamente eles interrevam achando que fariam um bema criança, mas hoje em dia com todos os recursos médicos disponiveis.. Acaba sendo apens um crime.

Gilbamar disse...

Surreal e impressionante. Infelizmente isso ainda acontece em pleno século 21.

Poético abraço.

Catarina disse...

Muitos parabéns pelo blog... está muito bonito.
Já sou sua seguidora.
Se quiser, siga também o meu de triatlo:
www.ncbb-triatlo.com

... seria uma grande honra.

Áurea Rodrigues disse...

Nossa!
arrepiei aqui com esse relato!
Que cultura é essa meu Deus ???

tem selinho pra vc's lá no meu blog!!
*-*

Tenham uma ótima semana!!
beijoO!

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